Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2018

Recuperação da indústria é gradual e PIB deve crescer 1,1% em 2017


Análise de Conjuntura
- A produção industrial mostrou ritmo de recuperação gradual em novembro, quando cresceu 0,2%. Os indicadores antecedentes para dezembro, como os dados das sondagens da indústria, de importação e de consumo de energia, ainda que estejam mostrando expansão, sugerem crescimento mais modesto do que inicialmente esperávamos para este momento do ciclo. Assim, estimamos que o PIB tenha crescido 0,3% no último trimestre do ano passado, compatível com uma alta de 1,1% em 2017. Para este ano, esperamos aceleração para 2,8%, mas destacamos que há um sutil viés de baixa para nossa projeção.

 

- A balança comercial atingiu superávit de US$ 67 bilhões em 2017, chegando a um recorde histórico. Com a recuperação ainda lenta da economia, as importações cresceram 10,5% no ano, ao passo que as exportações tiveram alta de 18,5%. A safra agrícola recorde do ano passado ajuda a explicar boa parte dessa alta da balança, que também foi beneficiada pela exportações de veículos, especialmente para a Argentina. Para 2018, esperamos novo resultado positivo – projetamos um saldo da balança comercial de US$ 60 bilhões.

 

- Crescimento continua forte e disseminado entre as principais economias do mundo, ainda sem pressões relevantes sobre a inflação. Em sua última ata, o FOMC manteve comunicação para uma estratégia de normalização gradualista da política monetária, uma vez que o aquecimento da economia norte-americana ainda não se refletiu em aceleração dos salários e, portanto, da inflação. O Fed se mostrou bastante aberto a dois cenários: i) se os estímulos fiscais aquecerem ainda mais a economia, o ritmo de alta pode ser mais intenso do que a mediana atual sugere (duas altas) ou ii) caso a inflação corrente continue persistentemente abaixo da meta, o ajuste pode ser também mais modesto. Em nossa leitura, a atividade já cresce a um ritmo elevado mesmo antes dos efeitos das mudanças fiscais, o que deve pressionar mais o mercado de trabalho nos próximos meses. Dessa forma, ainda que hoje o efeito dessa pressão sobre os salários seja menor, esperamos aceleração da inflação, mantendo assim nossa perspectiva de quatro altas de juros nos EUA nesse ano. Por sua vez, na Área do Euro o crescimento também continua forte, com os PMIs acelerando em dezembro e indicando um crescimento de 2,2% na região em 2018. Os bons resultados também geraram aceleração em outras regiões, como os países emergentes da Europa e da Ásia.

 

Perspectiva semanal
- Dados de vendas no varejo, atividade no setor de serviços e IPCA serão os destaques da próxima semana. Os resultados da atividade econômica de novembro devem indicar qual o ritmo do crescimento da economia no quarto trimestre. O IPCA de dezembro deve confirmar o resultado do ano abaixo do piso da meta de inflação, com alta de apenas 0,23% no mês, acumulando alta de 2,7%. O resultado continuará sendo beneficiado por núcleos bem comportados.

 

- Os dados de inflação também serão os destaques no ambiente global. Nos EUA e na China, os indicadores de CPI de dezembro devem confirmar cenário de inflação baixa, especialmente os núcleos. O PPI, por sua vez, pode ser um pouco mais pressionado, em linha com a recuperação dos preços do petróleo e do minério de ferro. Ainda conheceremos a produção industrial de novembro da Área do Euro, setor que está aquecido na região.

 

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Fonte: Bradesco