Sábado, 21 de Julho de 2018

Indicadores antecedente e coincidente de emprego de junho sugerem piora na percepção dos empresários e trabalhadores


 

- Indicadores antecedente e coincidente de emprego de junho sugerem piora na percepção dos empresários e trabalhadores

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) recuou 5,6 pontos na passagem de maio para junho, atingindo 95,5 pontos, segundo dados divulgados há pouco pela FGV. Trata-se da quarta queda consecutiva, após uma sequência de seis altas. Assim, a média móvel trimestral continua sugerindo desaceleração no ritmo de recuperação futura do emprego, reflexo da redução do otimismo, capturada nas últimas sondagens de confiança empresarial. Já o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) cresceu 0,6 ponto, para 97,1 pontos, mostrando piora pelo segundo mês consecutivo na percepção atual dos trabalhadores em relação às condições de emprego. A tendência dos dois indicadores é compatível com um quadro no qual as percepções dos agentes, empresários e trabalhadores, têm sido afetadas pelos dados recentes mais fracos de atividade econômica. Olhando para frente, acreditamos em queda muito gradual da taxa de desemprego e um quadro de baixas pressões salariais.

 

Setor Externo

- Balança comercial registrou superávit de US$ 1 bilhão na primeira semana de julho

O saldo da balança comercial brasileira foi positivo em US$ 1 bilhão na primeira semana deste mês, de acordo com os dados divulgados ontem pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Entre os dias 2 e 6, as exportações somaram US$ 4,3 bilhões, superando as importações, que ficaram em US$ 3,3 bilhões. Na comparação com as médias diárias do mesmo período do ano passado, houve recuo de 2,6% dos embarques e avanço de 11,7% das compras externas. A contração das exportações foi explicada pela diminuição das vendas de produtos manufaturados (-29,3% nessa mesma base de comparação) e de semimanufaturados (-11,6%), enquanto as de produtos básicos registraram elevação (+26,5%). Em relação às importações, cresceram os gastos principalmente com cereais e produtos da indústria da moagem (+75,0%), farmacêuticos (+30,5%), veículos automóveis e partes (+24,2%), químicos orgânicos e inorgânicos (+24,0%) e combustíveis e lubrificantes (+11,8%). Assim, a balança comercial acumulou superávit de US$ 30,9 bilhões no acumulado do ano até a primeira semana de julho, ante o saldo positivo de US$ 37,2 bilhões acumulado no mesmo período de 2017.

Internacional

 

 

- Expectativas na Alemanha recuaram, refletindo incerteza com o ambiente político doméstico no período

O índice Zew de expectativas da Alemanha recuou 8,6 pontos entre maio e junho, atingindo o patamar de -24,7 pontos, pior do que o sugerido  pelas expectativas do mercado (-19 pontos). Com isso, o indicador está no patamar mais baixo desde agosto de 2012, refletindo o cenário político mais adverso na Alemanha, com impasse em relação à política migratória na base do governo, e o acirramento das tensões comerciais globais. Já o indicador de situação atual do país continua em patamar elevado, mas em trajetória de queda. Esse componente recuou 8,2 pontos, para 72,4 pontos, no mesmo período. Esses dados são compatíveis com nosso cenário de crescimento de 2,0% do PIB alemão neste ano, a despeito de um primeiro semestre mais fraco.

 

- Inflação chinesa ao consumidor manteve-se bem comportada em junho

O índice de preços ao consumidor  registrou alta de 1,9% em junho na comparação com o mesmo mês do ano passado, em linha com a mediana das expectativas do mercado e ligeiramente acima da variação observada na leitura anterior. Na métrica mensal, houve deflação de 0,1% ante maio, em linha com as expectativas, após a deflação de 0,2% na leitura anterior. O índice de preços ao produtor, por sua vez, apresentou alta interanual de 4,7% no mesmo período, acima da expectativa do mercado (4,5%) e superior ao registrado em maio (4,1%). Olhando para os próximos meses, os riscos à inflação chinesa são baixos, ainda que não descartados, já que estão relacionados aos impactos das tensões comerciais, seja pela imposição de tarifas extras sobre importações ou pela depreciação cambial. A manutenção da inflação em patamares bem comportados deve seguir presente no restante do ano. Assim, o governo continuará focando na sua política de controle de crédito do setor não bancário, injetando estímulos, quando necessário, como o ocorrido recentemente com a liberação de depósitos compulsórios para reestruturar dívidas corporativas e aumentar empréstimos a empresas.

 

Tendências de Mercado

Os mercados globais mantêm trajetória positiva nesta manhã, com alta das bolsas e enfraquecimento do dólar em relação à maioria das moedas. As bolsas asiáticas encerraram o pregão com ganhos, com exceção de Hong Kong, cujo índice ficou praticamente estável. Na mesma direção, as ações na Europa e os índices futuros dos EUA sobem.

No mercado de divisas, o dólar deprecia ante as principais moedas dos países desenvolvidos e emergentes. Exceção é feita à lira turca, que perde força após o decreto do presidente da Turquia, que o permite nomear os membros do comitê de política monetária do Banco Central, sinalizando possibilidade de ingerência política.

Em relação às commodities, as cotações do petróleo avançam, pressionadas pelos entraves de oferta no Canadá e na Líbia. Os preços das principais commodities agrícolas e dos metais industriais recuam, com exceção do cobre.

No Brasil, na ausência de indicadores relevantes, o mercado futuro de juros deve seguir a tendência internacional.

 

 

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