Quinta-feira, 16 de Agosto de 2018

IPCA desacelerou em julho, com dissipação dos efeitos da paralisação no setor de transportes


 

O IPCA registrou alta de 0,33% em julho, arrefecendo ante a alta de 1,26% registrada no mês anterior, conforme divulgado ontem pelo IBGE. O resultado ficou um pouco acima da nossa projeção (0,27%) e da mediana das expectativas do mercado (0,28%). Essa descompressão em relação ao dado de junho está associada à normalização do abastecimento no país, após a paralisação no setor de transportes, cujos efeitos estão se dissipando de forma bastante rápida. Isso se refletiu nos preços de alimentos, que apresentaram deflação de 0,12% no mês passado, ante a alta de 2,03% em junho. A média dos núcleos apresentou leve aceleração na margem, mas ainda permanece com dinâmica benigna, indicando que os componentes mais sensíveis à atividade econômica seguem contidos. Com esse resultado, o IPCA acumulou altas de 4,5% nos últimos doze meses e de 2,9% neste ano. Para as próximas divulgações, acreditamos que a inflação seguirá em trajetória de descompressão, ainda com dissipação dos efeitos da referida paralisação. Os núcleos devem manter tendência de ligeira aceleração, porém ainda em patamares confortáveis, não gerando pressões relevantes sobre os próximos passos de política monetária do Banco Central.

 

Setor Externo

- Fluxo cambial apresentou superávit de US$ 5,9 bilhões em julho e acumulou saldo positivo de US$ 27,9 bilhões no ano

O fluxo cambial registrou saldo positivo de US$ 5,9 bilhões em julho, de acordo com dados divulgados ontem pelo Banco Central. As contas comercial e financeira caminharam no mesmo sentido, ao registrarem entradas líquidas de US$ 1,1 bilhão e de US$ 4,8 bilhões, respectivamente. O superávit da conta comercial foi resultado de câmbio contratado para exportações de US$ 17,1 bilhões, superiores aos quase US$ 16,0 bilhões contratados para importações. Já o saldo positivo da conta financeira foi reflexo das compras de US$ 41,1 bilhões, acima das vendas de US$ 36,3 bilhões. Em relação ao período que compreende os dois últimos dias do mês e os três primeiros de agosto, a conta comercial foi positiva em US$ 1,4 bilhão, enquanto a financeira apresentou déficit de US$ 451 milhões, totalizando fluxo positivo de US$ 927 milhões. Com esse resultado, o fluxo cambial acumula superávit de US$ 27,9 bilhões no ano.

 

Internacional

- Inflação chinesa ao consumidor manteve-se bem comportada em julho

O índice de preços ao consumidor  registrou alta de 2,1% em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado, ligeiramente acima da mediana das expectativas do mercado (2,0%) e da variação observada na leitura anterior (1,9). Na métrica mensal, houve alta de 0,3%, após o avanço de 0,2% em junho. O núcleo se manteve comportado, com variação interanual de 1,9%. O índice de preços ao produtor, por sua vez, apresentou alta de 4,6% no mesmo período, um pouco acima da expectativa do mercado (4,5%) mas inferior ao registrado em junho (4,7%). Olhando para os próximos meses, os riscos à inflação chinesa são baixos, ainda que não descartados, já que estão relacionados aos impactos das tensões comerciais, seja pela imposição de tarifas extras sobre importações ou pela depreciação cambial. Em suma, diante desse cenário de inflação ao consumidor bem comportada, o governo deve continuar focando na sua política de controle de crédito do setor não bancário, e injetando estímulos, quando necessário.

 

Tendências de Mercado

Os mercados acionários operam sem tendência única nesta manhã, com cautela diante das incertezas relacionadas às tensões comerciais. Na Ásia, o índice de Shangai avançou 1,83%, impulsionado pela alta das ações de empresas de tecnologia, enquanto o índice de Tóquio recuou 0,20%. Os mercados europeus operam com bastante volatilidade e majoritariamente no campo negativo, refletindo a cautela em relação ao comércio global, após a divulgação do boletim do Banco Central Europeu. Os índices futuros norte-americanos são negociados em alta.

 

Nesse cenário, o dólar segue próximo à estabilidade ante as principais moedas dos países desenvolvidos, enquanto aprecia em relação aos emergentes, com destaque para a queda do rand sul-africano e do peso mexicano. No mercado de commodities, as cotações do petróleo estão próximas à estabilidade nesta manhã, após forte recuo observado ontem. Os preços dos principais metais industriais não apresentam direção definida, enquanto as commodities agrícolas recuam, com exceção do milho e açúcar.

 

No Brasil, destaque para a divulgação da produção industrial regional e para a atualização da safra de grãos da Conab.

 

 

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