Terça-feira, 20 de Novembro de 2018

Ata do Copom reforçou expectativa de manutenção da Selic nas próximas reuniões, condicionada à evolução das expectativas de inflação e do balanço de riscos


 

 

Ata do Copom reforçou expectativa de manutenção da Selic nas próximas reuniões, condicionada à evolução das expectativas de inflação e do balanço de riscos

A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), divulgada hoje, reforçou a mensagem contida no comunicado publicado após a reunião da semana passada, quando a Selic foi mantida em 6,5% ao ano, conforme o esperado. Assim como no comunicado, a autoridade monetária sinalizou que a normalização da política monetária ocorrerá apenas diante de uma piora do cenário prospectivo de inflação ou de seu balanço de riscos, e que eventuais altas tendem a ser graduais. As projeções de inflação divulgadas no documento estão muito próximas das metas no médio prazo, sugerindo um quadro relativamente benigno para a variação de preços. Além disso, segundo o comitê, as medidas de núcleo passaram de níveis baixos para apropriados, ainda consistentes com as metas de inflação. Assim como no comunicado, o BC apontou que o grau de assimetria dos riscos diminuiu desde a última reunião, o que é compatível com a manutenção de uma política monetária estimulativa. Por fim, os membros do colegiado reforçaram as condicionalidades sobre os próximos passos da política monetária: a evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das expectativas de inflação.  Em suma, à luz do cenário básico com o qual trabalhamos e da sinalização apontada pelo Copom em sua comunicação, acreditamos que a Selic ficará estável em 6,50% até o final de 2018 e encerrará 2019 em 8,0%.

 

Internacional

Índice PMI composto da Área do Euro recuou em outubro, sinalizando um ritmo mais modesto de crescimento do bloco

O índice PMI (Purchasing Managers’ Index) composto da Área do Euro recuou 1,0 ponto na passagem de setembro para outubro, alcançando 53,1 pontos, segundo a leitura final divulgada hoje pela Markit. O resultado, que veio acima do dado preliminar (52,7 pontos), refletiu a retração de 1,2 ponto do componente da indústria, que alcançou 52,0 pontos, e o recuo de 1,0 ponto do componente de serviços, que atingiu 53,7 pontos no período. Regionalmente, destacamos a queda do indicador composto da Alemanha e da Itália, enquanto o da França permaneceu praticamente estável. Apesar da desaceleração do indicador nos últimos meses, o nível do PMI da Área do Euro segue em patamar elevado (valores acima de 50 indicam expansão), sugerindo manutenção do crescimento da economia do bloco, ainda que mais modesto.

 

Índice ISM do setor de serviços norte-americano registrou recuo em outubro, mas segue em patamar elevado

O ISM não manufatureiro recuou de 61,6 pontos em setembro para 60,3 pontos em outubro, de acordo com os dados divulgados ontem pelo Institute for Supply Management (ISM, na sigla em inglês). O resultado, que surpreendeu de maneira positiva a expectativa do mercado (59,0 pontos), refletiu principalmente a desaceleração na margem das aberturas de atividades relacionadas ao negócio e de emprego, que juntos correspondem a 50% da composição do dado agregado. Já o componente de novos pedidos permaneceu praticamente inalterado. Diante desse cenário, a desaceleração do ISM não manufatureiro no período indica uma moderação no ritmo de crescimento da atividade norte-americana. Todavia, o indicador permanece em patamar bastante elevado, sugerindo que a atividade econômica norte-americana permanece forte e com mercado de trabalho aquecido, em linha com o resultado do payroll, divulgado na última sexta-feira.

 

Tendências de Mercado

Os mercados acionários operam predominantemente no campo negativo nesta manhã. Há muita expectativa com relação às eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, que acontecem hoje, na qual as projeções preveem a reconquista do controle da Câmara dos Representantes pelos democratas – o que tornaria, para o presidente republicano Donald Trump, mais difícil seguir com sua agenda. Assim, os índices futuros norte-americanos operam em baixa, bem como os pregões europeus. As bolsas asiáticas, no entanto, fecharam o dia sem tendência única, refletindo, de um lado, as incertezas citadas e, de outro, divulgações de resultados positivos de balanços de importantes empresas.

 

No mercado de câmbio, o dólar se enfraquece diante das demais moedas, majoritariamente. O dólar da Austrália é destaque na apreciação, após decisão de Banco Central do país de manter a taxa básica de juros em sua mínima histórica (1,5%). A tendência de fortalecimento também é observada nos movimentos da libra e do euro. O rand sul-africano e a lira turca, em sentido contrário, depreciam ante a moeda norte-americana.

 

Com relação às commodities, o petróleo é cotado em baixa, com os investidores ainda digerindo a restauração das sanções dos EUA ao Irã e à espera dos dados de estoques norte-americanos, a serem divulgados hoje pelo American Petroleum Institute (API). As commodities agrícolas, no mesmo sentido, são cotadas no campo negativo, com exceção do trigo e da soja. Já as metálicas, operam em alta, ainda refletindo a expectativa dos investidores de uma maioria democrata nas eleições norte-americanas desta terça-feira, o que amenizaria as tensões comerciais.

 

No Brasil, os mercados devem reagir à ata do Copom, divulgada há pouco pelo Banco Central, além de seguir a tendência internacional

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mercado

Previsão
DEPEC

10:00

Brasil

Markit: Índice PMI composto (out)

 

 

-

Brasil

Serasa Experian: Indicador de atividade do comércio (out)

 

 

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